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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Estava escrito...

 

(imagem tirada da net)

 

Eram dez da noite. O relógio parecia tiquetaquear lento demais para a ansiedade que sentia no peito. Não era nada que já não estivesse acostumada, mas o motivo de tal nervozinho é que era novo. Também a intensidade lhe era desconhecida. Estava habituada a sentimentos mais vorazes, de tirar o fôlego e o sono. Desta vez era diferente. Era algo surpreendentemente suave e subtil, mas que ainda assim lhe acelerava a pulsação. O telefone estava mudo, demasiadamente mudo. Ele tinha ficado de ligar precisamente àquela hora.

 

Tinham-se conhecido no parque. Caminhando na mesma direcção, o acaso fez com que parassem frente a frente, e sem saberem muito bem porquê, assim ficaram por breves instantes, olhando apenas um para o outro. Uma estranha sensação percorreu-lhes o corpo. Não se sentiam estranhos, parecia que já se tinham cruzado, noutro tempo, noutro lugar. Nenhum deles o disse, mas ambos o sentiram e o viram escrito no olhar. Ambos caminhavam sem rumo definido, até àquele instante, mas o momento fez questão de lhes mostrar que em mais lado nenhum deveriam estar senão ali. Surgiu o primeiro olá. Os lábios dela logo lhe responderam timidamente. Afinal estava a ir contra a regra mais básica, que logo cedo se ensina a uma criança, mas que naquele momento tinha perdido qualquer força ou razão lógica. Não o sentia como um estranho. Outras forças a moviam, outras que nem ela discernia, muito menos compreendia.

 

Ficaram a conversar horas a fio a partir daquele momento, a partir daquele estranho encontro. Tudo parecia fazer parte de um plano há muito desenhado… bem guardado em segredo, até ao momento em que o vento os soprou até ali. Tudo era suposto... tudo estava escrito.

 

 

P.S: Este texto tem um propósito muito especial. Em primeiro lugar, acaba por ser um pouco a continuação do último que escrevi. Em segundo lugar quero pedir desculpa se, por mero "acaso" (que foi propositado ), houver nele alguma semelhança com o último escrito pelo meu amigo Furriel, mas a ideia aqui foi conseguir juntar um pouco de mim, da minha criatividade, a um pouco da dele. Por isso Furriel, também te deixo aqui um desafio muito especial, o de continuares esta história, com a tua deliciosa imaginação. Espero que aceites!

 

 

sinto-me:
música: A Fine Frenzy - "Ashes and Wine"

by anamar às 14:57

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1 comentário:
De susana Rodrigues a 20 de Dezembro de 2008 às 23:31
achei delicioso... eu queria ter um encontro assim.. encontrar um grande amor assim...
beijinhos
su


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