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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

Não há pontos finais em histórias inacabadas...

 

(imagem tirada da net)

 

Antes mesmo de te procurar, julgava a minha paixão por ti totalmente apagada e diluída em memórias simples e sem força, bem ao jeito de uma borracha de lápis que apaga o carvão, mas o vinco do traço permanece subtil. Assim julguei ter apagado os meus sentimentos.

 

Quis pôr-me á prova ao rever-te, num momento que daria um longo capítulo da minha vida por encerrado. Seria a etapa final de um caminho demorado e inconstante. Com um pequeno fio de mágoa ainda a guiar as minhas palavras e gestos, fui ao teu encontro. Mostrei-te uma pessoa que nunca conheceste. Tentei manter distância emocional, enquanto nos púnhamos a par da vida um do outro nos últimos três anos. Três anos sem nos vermos, sem nos falarmos, depois de um abraço num dia de chuva, um abraço que eu sabia ser uma despedida mesmo sem mo teres dito… eu senti-o. Passámos o passado a limpo. Explicaram-se frases que ficaram a meio. Dissemos o que tinha ficado por dizer desde então.

 

Decidimos tentar ser amigos, começar um novo capítulo. Começámos a sair os dois, tomar café, beber um copo. Convidavas-me para jantar, víamos um filme, ouvíamos música, cantávamos, riamos. A confiança ia crescendo. Os momentos juntos eram cada vez mais frequentes. Partilhámos pensamentos, sentimentos, fizemos confidências. Demo-nos a conhecer de novo. Encantámo-nos de novo…

 

Hoje estou aqui sentada a escrever e a sentir que tudo voou outra vez. Não sei se é certo pôr lado a lado ambas as histórias… Os momentos foram diferentes, os contextos também… a história foi contada de outra maneira. O que é certo é que os personagens foram os mesmos e os desfechos muito semelhantes. Sinto que estou perto de arrumar este livro na estante, mas ainda não tive coragem suficiente de o tirar da mesa-de-cabeceira. Ainda olho para ele muitas vezes. Ainda o abro de vez em quando, enquanto vir reticências no final de cada frase. Porque um dia tive a “feliz” ideia de dizer que "não há pontos finais em histórias inacabadas"… 

 

 

sinto-me: assim
música: Creed - "My Sacrifice"

by anamar às 02:49

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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

O homem certo...

 
(imagem tirada da net)
 
Um grande amigo uma vez disse-me isto num momento de dilema, (não sabia se devia contactar uma pessoa ou se devia esperar... dar tempo... dar espaço): 
_"Não procures quem não te procura... quando e se ele precisar, ele virá ao teu encontro. Dá tempo. As pessoas acabam sempre por ir para onde se sentem melhor."
Pois é amigo, parece que não és o único a pensar assim, a ensinar-me a pensar assim. Descobri este excerto num dos livros da minha vida. Já nem me lembrava do que dizia. Agora já sei porque o defini como tal...
O homem certo não é o que te faz declarações e te dá flores, e te escreve do outro lado do mundo, e que te diz que és perfeita. O homem certo é o que quiser estar mesmo ao teu lado, incondicionalmente. O que gostar de ti sempre, que te acompanhe para o que der e vier. Não é o que olha todos os dias para ti e te diz que és linda e que és o amor da vida dele, mas alguém que olha por ti todos os dias.”
       em "Alma de Pássaro" - Margarida Rebelo Pinto

 

 

sinto-me: sitting waiting wishing...
música: Red Jumpsuit Apparatus - "Your Guardian Angel"

by anamar às 02:45

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