.pedaços recentes

. Viagem no teu pensamento

. Pequeno ciúme...

. "Prà rua me levar"... até...

. Equanto a meia noite não ...

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Abril 2014

. Março 2014

. Outubro 2013

. Julho 2013

. Maio 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Junho 2012

. Abril 2012

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Abril 2010

. Fevereiro 2010

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007


Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Viagem no teu pensamento

 

(imagem tirada da net)

 

Não sei onde é que acaba a dor e começa o conformismo nesta linha ténue de sentimentos indefinidos. Sei que provavelmente estarei presente muitas vezes na tua cabeça, no teu coração. Só não sei muito bem quando nem como. Mesmo assim arrisco em criar uma imagem esfumada na minha cabeça, onde te vejo no silêncio do teu quarto, com uma ou duas velas acesas, um perfume intermitente perdido no ar da roupa pousada na cadeira, depois de um dia tão igual aos outros, tão dormente, tão cegamente perturbador.

 

Vejo-te sentado na cama de costas voltadas para a parede fria, de olhos postos na chama trémula, como que à espera que ela te dê as respostas para aquilo que nem tu próprio consegues entender, depois desse ritual infinito de cálculos e suposições, de possíveis desfechos das tuas histórias, por vezes ainda mal começadas. Então, por breves instantes, sou dona da tua cabeça, entro na tua mente, passo por cima de todos esses teus desejos de controlo, que só servem para disfarçar os medos e aguçar curiosidades.

 

Sobrevoo as lembranças, e vou parando aqui e ali, embalada pela dança da chama acesa, na melodia do ar que entra pelos frisos da janela. Num instinto de defesa vejo-te rebuscar no pensamento disperso mil e uma coisas para pensar em vez de mim. Mas eu sou teimosa, sempre fui, tal como as lembranças que ainda pairam nesse quarto à luz das velas, em cada tecido, em cada pedaço de madeira ou de chão, para onde desvias o olhar à espera que eu desapareça, juntamente com tudo o que um dia julgaste possível para nós. Então, e sem te dares por vencido nesse jogo de forças quase imperceptível, entre a realidade e uma dimensão paralela onde ainda existe alguma paz de espírito, cedes um pouco e deixas-me ficar por mais um instante. Deixas-me tirar-te desse teu mundo de contradições e sentimentos perversos que te bloqueiam e te roubam a fé… não no Criador, mas na grande maioria das Suas criaturas.

 

Deixas-te ficar um pouco nesse lugar interior onde em tempos já conseguimos caber os dois, mesmo que só por breves instantes. Se me concentrar, acho que ainda consigo sentir nas minhas mãos o calor e o conforto que senti no dia em que me abriste a porta desse lugar. Se fechares os olhos talvez ainda me sintas por lá, porque nele há uma porta que se mantém aberta, há um chão onde eu ainda me deito, adormeço e sonho, até ganhar de volta a noção do tempo, e então voltar para o meu mundo e começar a escrever…

 

 

sinto-me: introspectiva
música: Mat Kearney - Won't back down

by anamar às 15:34

link do post | comentar | ver comentários (7) | favorito

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Pequeno ciúme...

 

(imagem tirada da net)

 

 

Hoje senti ciúme…

É difícil manter um sorriso quando a vontade é fechar os olhos e esperar que, ao abri-los, já esteja noutro lugar que não aqui. A distância física é perfeitamente suportável. A emocional, mesmo com os olhos pregados em ti, faz-me ferver por dentro. E como queima. Nem eu pensei que queimasse assim. A maneira como te aproximaste dela, desta vez, não me pareceu comum… Tenho esperança que esta reacção incontrolada tenha sido só coisa de momento, puro e simplesmente esse estúpido do ego a falar mais alto que eu. Esse sujeitinho que aparece sempre sem ser chamado, faz das suas sem dar cavaco a ninguém, e no momento de assumir as responsabilidades e enfrentar as consequências, desaparece, deixando apenas a vergonha a gaguejar por mim.


O ciúme faz com que uma só imagem captada pelos olhos tenha pelo menos três leituras diferentes.


Primeiro, o que pensamos que vemos. O que nos parece, visto através dessa lente de aumentar que é o medo, medo de perder, veneno que alimenta o maldito ciúme. Quando para perder algo, primeiro é preciso possuir algo. E nesta vida nada é nosso, tudo nos é apenas emprestado. Estamos somente de passagem.


Segundo, o que realmente vemos. Resultado de um processo um pouco mais elaborado. Implica a junção de uma série de ingredientes num cocktail de valores e educação. A uma boa porção de bom senso unem-se algumas gotas de inteligência, num copo alto e elegante, bem decorado pela capacidade de não fazer juízos precipitados, optando, no limite, pela leitura mais lógica dos factos.


Por último, a verdade. Aquela que por sorte, ou não, coincide com uma das hipóteses anteriores, mas que provavelmente nunca saberemos. A não ser que sejamos capazes de pôr o ego de lado, bem longe de preferência, e ponhamos a razão e o coração a trabalhar em equipa. Aí, tornar-se-á mais difícil ver imagens distorcidas. No entanto, só são capazes de tal feito, almas já bastante evoluídas, almas para quem o ciúme não é mais algo passível de ser sentido. Almas que eu tomo como exemplo.

 

 

sinto-me: apetece-me dar um soco no ego
música: Di-rect_Cool Without You

by anamar às 15:28

link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

"Prà rua me levar"... até mim!

Não vou viver
Como alguém que só espera um novo amor

Há outras coisas no caminho onde eu vou

Às vezes ando só

Trocando passos com a solidão

Momentos que são meus

E que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa

Sem me precipitar e nem perder a hora

Escuto no silêncio que há em mim e basta

Outro tempo começou pra mim agora

 

Vou deixar a rua me levar

Ver a cidade se acender

A lua vai banhar esse lugar

E eu vou lembrar você

 

É!

Mas tenho ainda muita coisa pra arrumar

Promessas que me fiz e que ainda não cumpri

Palavras me aguardam tempo exacto pra falar

Coisas minhas

Talvez você nem queira ouvir

Já sei olhar o rio por onde a vida passa

Sem me precipitar e nem perder a hora

Escuto no silêncio que há em mim e basta

Outro tempo começou pra mim agora

 

Vou deixar a rua me levar

Ver a cidade se acender

A lua vai banhar esse lugar


E eu vou lembrar você


 

(imagem tirada da net)

 

Houve tempos em que esta letra fez tanto sentido!

Hoje ainda quero que continue a fazer... de maneira diferente, é certo, mas quero que a rua continue a levar-me. Quero ganhar força para continuar a minha caminhada. Deixar-me guiar por todos esses sinais subtis que o caminho me vai mostrando um a um. Perceber que nada acontece por acaso. Entender e aceitar. Receber cada dia como um presente, porque o presente é uma dádiva deliciosa, e só depende de mim que assim seja.


Eu sei que tenho olhos mágicos. Tudo o que olho é visto muito além do mundo físico. Sinto tudo de tantas maneiras… Uso o coração muito mais do que é comum. Amo, sinto, choro, rio, zango-me, coro, temo, sorrio, sigo... vivo! Viver é uma aventura maravilhosa. E eu amo viver!


Há muito ainda para mudar em mim, eu sei. Há que aprender a estar comigo, só comigo. Há que aprender a cuidar de mim, a ser a minha melhor amiga, a pensar em mim... descobri que afinal não sei pensar em mim... Esta é a minha etapa a percorrer nos próximos tempos. Estar bem comigo, para poder estar bem com os outros e para os outros. A lua vai iluminar a minha rua, e eu vou aprender a lembrar-me de mim!

 

 

Prá Rua Me Levar - Ana Carolina e Seu Jorge

 

sinto-me: Confiante
música: Pra rua me levar - Ana Carolina

by anamar às 23:39

link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Equanto a meia noite não chega...

(imagem tirada da net)

 

 

Estou esperando a meia noite chegar… meia noite de um dia que de especial teve muito pouco. Mas de entre as poucas coisas especiais que surgiram, saliento as melhores prendas de Natal que alguém me podia dar nesta altura do ano. Três Pequenas coisas que muito significam para alguém que ultimamente anda com a auto-estima bem em baixo.

 

A primeira foi um grande amigo que ma deu. “És um tesouro!” disse ele… Neste caso muito específico, e em jeito de brincadeira, o pensamento que mais rapidamente me surgiu foi: “Mas que pena não seres tu um pirata!”. Pois espero que a tua Noite Mágica, esteja a sê-lo realmente, porque como eu te digo sempre, a verdadeira magia somos nós qua a fazemos. Gosto muito de ti!

 

A segunda foi-me dada por um outro grande amigo. “Devo dizer que te adoro!” E eu devo dizer que em certos caso esta frase assusta. Adorar é um verbo extremamente forte. Mais forte que ele, só mesmo o verbo amar. Implica uma grande responsabilidade. Quando alguém diz que te adora, duas coisa podem surgir-te no pensamento: o que terei feito eu para esta pessoa me adorar? De certo algo que a agradou, logo terei algo a valorizar e fico feliz por isso. Ou então, que magia têm estes olhos, que no meio de uma tal confusão que sou eu, conseguiram ver algo digno de ser admirado? Gosto mais de pensar que será a segunda escolha. São os olhos dos outros que fazem de nós pessoas especiais.

 

Por último, mas não a menos deliciosa “prenda”. Também dada por um grande amigo. (É só amigos, pensarão vocês… amigos que não acabam mais… lol). “Bom Natal linda… Beijo minha doce maluca!” esta frase foi das mais queridas que recebi este Natal, vinda de onde eu menos esperava. Obrigada! Tens um lugar teu no meu coração.

 

Entretanto a meia noite está já mais próxima. Vou abrir o meu coração e deixar vir ao de cima a criança que ainda guardo em mim… Vou esperar que a magia aconteça… Não quero prendas… Não quero um Natal enfeitado… Quero apenas deixar nascer em mim o maior milagre da humanidade… o Amor. Feliz Natal para todos!

 

 

sinto-me: Mais triste que contente...
música: All I Want For Christmas Is You

by anamar às 23:35

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito


.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


.favorito

. A energia de um sorriso.....

. Línguas de fogo

. James Carrington - "Ache"

. Numa caixa de papelão

. Viagem no teu pensamento

.outros pedaços

blogs SAPO

.subscrever feeds