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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013

Anzol

(fonte: https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/75906_439321466130471_327249214_n.jpg)

 

Quando pensas que alcanças a tua liberdade, alguém te lança discretamente um anzol com um isco muito colorido e apelativo.

 

Tu, confiante da tua liberdade, pegas no anzol e observas. É bonito o isco! É colorido, num formato aparentemente diferente. Uma textura macia e agradável. Deixas-te ficar por instantes a observá-lo, a analisá-lo, a tentar decifrá-lo.

 

Pensas se te pode ser útil, se poderá ser o que precisavas, a peça que te faltava. Afinal um objecto colorido sempre deve trazer alguma alegria com ele. Decides dar-lhe o benefício da dúvida e ficas com ele. Guarda-lo provisoriamente no bolso. Convences-te que, o que és, pode sempre permitir-te deitar a mão ao bolso e colocar o anzol de novo no lugar, caso não fosse o que esperavas. A liberdade permite-nos isso, escolha.

 

Então apercebes-te que um anzol nunca anda sozinho. Que existe uma fina linha transparente presa a ele. Uma linha que o prende e que agora te prende a ti também, enquanto o tiveres no bolso. Sem querer, encontras-te ligada ao desconhecido. Cheia de dúvidas, deitas a mão ao bolso e puxas do anzol numa tentativa de entendimento, mas ele fica ainda mais preso no tecido. De repente, estás limitada ao chamariz daquele anzol no teu bolso e á sua linha invisível.

 

Podias deixar-te ficar mais um pouco. Que mal poderia haver nisso? Mas sabes que não queres ficar assim para sempre. Sabes que, com o tempo, o anzol rasgaria o tecido até chegar à carne. Então escolhes cortar a linha.

 

Porque a liberdade anda sempre com uma tesoura no outro bolso…


by anamar às 17:25

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Domingo, 6 de Julho de 2008

Pedaços de mim…

 


(imagem tirada da net)

 

Pedaços de mim…


Pedaços que me faltam, vazios dormentes que me impedem de ser eu por inteiro. São tantas as páginas do meu livro marcadas à espera de serem lidas, que me perco sem saber qual delas ler primeiro. Porque me perco querendo chegar ao fim da história deixando por ler partes importantes. Esqueço-me que alguém outrora as numerou, talvez sabendo que pessoas como eu se poderiam perder, alguém que como um anjo guardião antecipa a nossa angústia e deixa de antemão traçado um caminho, que depois escolhemos ou não seguir.


Sinto-me incompleta. Sinto que me afastei demais de algo que era importante para mim, julgando estar a fazer a escolha mais certa. Agora não sei mais o que é ou o que significa, pois está distante como a lua, no espaço e no tempo. E essa dúvida que ajudei a criar, a única coisa que me traz é mais dúvida, como um dominó que se desmancha, caindo peça atrás de peça.


Não quero mais essas dúvidas a pesar nas minhas escolhas. Quero descobrir a ordem certa dessas páginas por ler e cuidar de ler uma por uma, até o livro estar completo e eu me sentir liberta de novo. Então ser capaz de encontrar sem procurar aquilo que outros procuram sem encontrar.

 

 

sinto-me: incompleta
música: Coldplay - Violet Hill

by anamar às 14:03

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