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Domingo, 23 de Agosto de 2009

O que o silêncio me dá...

 


(imagem tiradada net)

 

Estava com muita vontade de escrever hoje, mas no meu interior, confuso como sempre, decorria uma pequena batalha. A escrita na minha vida é uma necessidade quase tão básica como comer, dormir, respirar... No entanto surge sempre com mais intensidade em momentos críticos, em que me sinto mais frágil, e porque não há por perto um ombro permanentemente disponível para nos amparar, secar as lágrimas, ouvir desabafos ou compreender as dores. Como tal, hoje duvidei da verdadeira origem desta vontade súbita de escrever. Senti-me estranha ao longo do dia, receosa de estar iminente mais um deslize das minhas emoções. O silêncio por vezes já vai ajudando a manter-me firme, mas como ainda não domino muito bem a arte de estar no silêncio, como de vez em quando ainda deixo emergir em mim alguns medos antigos, velhos hábitos, por vezes disperso-me da verdadeira dádiva que o silêncio nos pode dar. Aquilo que deve ser o caminho mais directo para o interior de nós mesmos, sempre foi para mim um “bicho papão”, um motivo de tensão e confusão. Apesar de tudo acho que já ultrapassei o mais difícil, já identifiquei o problema, as suas causas, e já comecei aos pouquinhos lidar com o meu “fantasma”. Pouco a pouco vou tornando o silêncio num aliado em vez de um inimigo. Apesar disso, é ainda no silêncio que algumas dessas pequenas batalhas surgem, esses pequenos nadas que começam a borbulhar cá dentro tornando-se cada vez maiores se lhes dermos de comer. Mas é também no silêncio que habita o nosso poder de escolher se lhes damos ou não mais comida. É no silêncio que melhor nos podemos ouvir (era precisamente isso que me assustava, o ter de me ouvir a mim, alguém tão mais habituada a falar e a pensar através do ouvir… os outros). A mente consegue ser muito traiçoeira e inconveniente para quem não está ainda totalmente confortável no silêncio. Talvez seja mais o ego quando se serve dela para nos confundir e fazer voltar aos velhos hábitos, àquilo que, de certo modo, é mais confortável pois já está enraizado. O ego serve-se do silêncio para virar a mente contra nós. Injecta permanentemente pensamentos que não precisamos, lembranças, dúvidas, coisas inúteis, quando o necessário é olhar em frente, descobrir caminhos, primeiro até nós e depois para o mundo.

 

E sem querer já me fartei de divagar… Estava com muita vontade de escrever hoje, afinal pelos motivos certos. Porque preciso, mas mais que isso, porque gosto.

 


 

sinto-me: aliviada

by anamar às 01:05

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Pequeno ciúme...

 

(imagem tirada da net)

 

 

Hoje senti ciúme…

É difícil manter um sorriso quando a vontade é fechar os olhos e esperar que, ao abri-los, já esteja noutro lugar que não aqui. A distância física é perfeitamente suportável. A emocional, mesmo com os olhos pregados em ti, faz-me ferver por dentro. E como queima. Nem eu pensei que queimasse assim. A maneira como te aproximaste dela, desta vez, não me pareceu comum… Tenho esperança que esta reacção incontrolada tenha sido só coisa de momento, puro e simplesmente esse estúpido do ego a falar mais alto que eu. Esse sujeitinho que aparece sempre sem ser chamado, faz das suas sem dar cavaco a ninguém, e no momento de assumir as responsabilidades e enfrentar as consequências, desaparece, deixando apenas a vergonha a gaguejar por mim.


O ciúme faz com que uma só imagem captada pelos olhos tenha pelo menos três leituras diferentes.


Primeiro, o que pensamos que vemos. O que nos parece, visto através dessa lente de aumentar que é o medo, medo de perder, veneno que alimenta o maldito ciúme. Quando para perder algo, primeiro é preciso possuir algo. E nesta vida nada é nosso, tudo nos é apenas emprestado. Estamos somente de passagem.


Segundo, o que realmente vemos. Resultado de um processo um pouco mais elaborado. Implica a junção de uma série de ingredientes num cocktail de valores e educação. A uma boa porção de bom senso unem-se algumas gotas de inteligência, num copo alto e elegante, bem decorado pela capacidade de não fazer juízos precipitados, optando, no limite, pela leitura mais lógica dos factos.


Por último, a verdade. Aquela que por sorte, ou não, coincide com uma das hipóteses anteriores, mas que provavelmente nunca saberemos. A não ser que sejamos capazes de pôr o ego de lado, bem longe de preferência, e ponhamos a razão e o coração a trabalhar em equipa. Aí, tornar-se-á mais difícil ver imagens distorcidas. No entanto, só são capazes de tal feito, almas já bastante evoluídas, almas para quem o ciúme não é mais algo passível de ser sentido. Almas que eu tomo como exemplo.

 

 

sinto-me: apetece-me dar um soco no ego
música: Di-rect_Cool Without You

by anamar às 15:28

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