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Domingo, 13 de Julho de 2008

Paixões sem asas...

 

(imagem tirada da net)

 

    Bem… que posso eu dizer… A verdade é que a minha forma de pensar neste momento me diz tudo aquilo que se pode ler no anterior post. Por outro lado, e de uma forma bem contraditória, o meu sentir sempre foi sedento de emoções fortes, paixões que começam em rasgos de espontaneidade e me levam de arrasto. Paixões que depois vivo e sinto com tanta intensidade… e onde coloco sempre o que de melhor há em mim. Facto é, que nunca consegui construir um casulo suficientemente forte que transforme as paixões em bonitas borboletas. Por vezes ainda penso se terei alguma culpa nisso… mas não se constroem casulos sozinha. Não se constroem casulos quando existe distância, ausência ou silêncio demais. Não se constroem casulos quando não há o que construir. Comigo sempre foi assim.

 

    Muitas vezes gostei demais, mas também chorei demais. Não me importo de chorar, por coisas que valham a pena. E também não me arrependo de uma única escolha que tenha feito, porque tudo valeu bem a pena. Mas as cicatrizes de paixões relâmpago já são tantas, que se puder reduzir as próximas ao indispensável, se calhar não me importo. Não sei… não sei bem o que pensar, o que sentir. Só sei que se tiver que surgir, ao menos que surja algo diferente. Algo que me preencha, que não me faça sentir secundária… mais ainda, que não me faça ter tantas dúvidas… que me faça feliz.

 

Pecado é Lhe Deixar Molho - Tribalistas

 

sinto-me: a tentar ser feliz
música: Tribalistas - Pecado é lhe deixar de molho

by anamar às 03:20

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Sábado, 12 de Julho de 2008

Felicidade "qb"

 

(imagem tirada da net)



Por melhor que saiba viver momentos de grande intensidade, sem ter de pensar no amanhã, se as relações vão ou não durar, por mais que tentemos viver desligados com a desculpa esfarrapada de sermos livres, chega um momento da nossa vida em que é preciso parar. Tudo bem que é lindo viver romances de filme, ter memórias magníficas e histórias para contar aos netos (depois dos dezoito, claro), mas não será assim tão prazeroso contar sobre as noites passadas em claro a chorar numa solidão intermitente. Chega um momento que pensar em estabilidade começa a fazer muito mais sentido. Chega de incertezas virais que se propagam e nos corroem por dentro, chega de tentar viver como se realmente conseguíssemos ser superiores a elas.


A sede agora é outra, é de muito mais do que de alguns momentos de êxtase. Não preciso mais de uma vida feita de grandes picos de emoções, tanto de júbilo como de angústia. Agora preciso de paz. De uma paz interior que não se descobre, constrói-se. Uma felicidade que não se procura, cria-se. Quero estabilidade emocional. Quero construir uma vida plena. Uma vida com altos e baixos como qualquer pessoa, mas num equilíbrio minimamente saudável. Quem ama demais também sofre demais e, mais cedo do que julga, sentir-se-á um(a) velho(a) de oitenta anos com uma aparência de trinta.


Não é triste viver-se numa felicidade mediana. Não há que ter pena de quem vive assim. Quem vive uma vida inteira de uma felicidade amena, vive muitos mais anos feliz do que quem ama demais e quebra no meio do caminho. Amar cura, mas como qualquer remédio tem de ser na medida certa. A felicidade vem quando o remédio faz efeito, quando injectamos leves doses de amor, verdadeiro amor, que nem sentimos falta de mais. Uma felicidade amena que preenche, não tão intensa, mas nunca menor. Um estado de alma que se sustenta e sabe tão bem

 

 

sinto-me: em mudança
música: U2 - I steel have'nt found what i'm looking for

by anamar às 19:10

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