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Sábado, 1 de Agosto de 2009

Quero amar-te assim...

 

(imagem tirada da net)

 

Procuro no que os outros escreveram as palavras capazes de descrever o que sinto, pois as minhas próprias palavras se esgotaram. Parece que estou a ficar seca, com pensamentos cheios de dor que me paralisam, ou simplesmente de pensamentos vazios de sentido lógico. Nada do que eu possa dizer transmitirá o que gostaria, o verdadeiro sentido das coisas. No entanto, encontrei algo que me diz o que há muito procurava dentro de mim e não encontrava… aqui.

 


 

Fico simplesmente a olhar a chuva cair sem conseguir dizer o que for. A chuva cai, sobre mim enquanto eu giro sob ela á espera que o céu me devolva algo que eu nunca tive. À espera de que a ilusão que vivi passe a ser a verdadeira realidade. Mas o céu só me manda a chuva, pequenas gotas que deslizam pelo meu rosto, que me caem nas mãos. O único brilho que vejo é o brilho de um chão molhado, escorregadio. Tenho medo de escorregar, de fazer o que o medo me leva a fazer em vez do que penso e sinto… mas eu não sei o que sinto. Não sei se te amo de verdade ou se apenas tenho medo de voltar a estar só. Creio que um pouco de ambos. Creio que o meu coração te ama, porque apesar de tudo o que o medo me leva a sentir, o não querer estar só, o falso sentimento de estabilidade e segurança que sinto por te ter comigo, sei que vou ser capaz de te deixar abrir as asas para poderes ser livre, de amarras, de sentimentos estagnados. Sentimentos que fazem mal. Sentimentos que nunca julguei ter dentro de mim, que me prendem e te prendem, mas que surgiram, e agora tenho de lidar com eles. Preciso domá-los, preciso entendê-los e arrumá-los, e não sei se serei capaz se não te libertar, se não te deixar ser quem tu és. Estou consciente que esse será o primeiro passo para a minha “cura”, para a minha aprendizagem. Sinto que a nossa história foi como um estágio, para uma nova etapa da vida de ambos, para testar a nossa resistência e existência, no fundo para sabermos bem quem somos. Contigo aprendi um pouco mais sobre mim, porque, pela diferença consegui ver, ainda que não muito bem o que sou, mas o que não sou.

 


by anamar às 14:23

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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

O Escudo

 

(imagem tirada da net)

 

 

As palavras proferidas podem ser armas mais tortuosas que lanças. Algumas conseguem entrar certeiras no peito e fazer estragos irreparáveis. No entanto, só o são para quem o permite, para quem não construiu ainda o seu próprio escudo.

 

Aprender a usar toda e qualquer palavra a nosso favor é tão importante como saber aproveitar o vento para levar um barco até terra. Conseguir um porto seguro depende muito da inteligência de quem segura na vela, muito mais do que da força.

 

O céu não se enganou quando, ao ser humano, atribuiu dois ouvidos e uma boca. A criação do nosso escudo começa quando nos damos conta da importância de ouvir muito mais do que falar. A pessoa que ouve fica sempre a ganhar, fica sempre mais sábia, mais rica, independentemente daquilo que é dito ou se concorda. A pessoa que fala nada ganha além do que já possui. O perigo das palavras não está na sua natureza e muito menos no seu significado. Está sim, na entoação e intenção que lhes é dada. É, no entanto, no acto de reconhecer e isolar estes dois pólos que o escudo fica praticamente completo. Resta a inteligência de filtrar da mensagem apenas o seu significado, deixando de parte quaisquer segundos sentidos. Então, e a partir daí, construir a resposta, um retorno escudado pela ilusão da ignorância dos segundos sentidos. A verdadeira essência da expressão “responder à letra”.

 

 

sinto-me: a aprender o silêncio
música: Portishead - Roads

by anamar às 15:18

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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Um pouco de céu...

 

(imagem tirada da net)

 

Quero deixar a marca do que és para mim, do que quero guardar sempre de ti. Quero deixar escrito porque as palavras eternizam o que a memória pode esquecer. O tempo e as circunstâncias podem não estar a nosso favor, agora. Mas eu já te escolhi para morar no meu peito. Como uma galáxia que por algum motivo atrai a outra, e traça de antemão o desenho a que alguns chamam destino, fomos atraídos um para o outro ainda antes de o sabermos. Então chocámos. Chocámos porque assim já estava escrito, traçado. Sinto-o.

 

Sei que as minhas palavras não serão retrato fiel do que guardarei em mim. Sei apenas que é grande, que é luminoso, generoso. Sei apenas que és tu. Sei que está selado, lacrado, cimentado em mim. São emoções que desenham uma alma maior, que resgatam em mim aquilo que trago da eternidade, aquilo que trago da origem de mim mesma. O meu Eu mais nobre, mais puro.

 

Não vai ser o tempo nem o espaço que vão mudar o que já esta marcado, tatuado. Não vai ser o mundo a escrever aquilo que só nós podemos. E se não pode ser agora, se não tem de ser agora, saberei esperar. E mesmo se não tiver mais de ser, saberei aceitar. Mas se o que está traçado é que a tua vida e a minha se cruzem, por motivos que só o Universo saberá, no tempo e no espaço que for preciso, estou certa que o meu Eu saberá reconhecer.

 

Tudo o que temos pode parecer pouco, pequenos pedaços de céu que fomos fazendo. Doces momentos. Suaves, intensos, profundos. Mas quando somados são tanto, são tudo… São tudo porque quando aconteceram tudo o resto ficou pequeno, parecido com nada.

 

Seremos sempre como um arco-íris. Percorremos todas as cores. Juntamos umas, criamos outras… mas é no céu que alcançamos a plenitude e a força, no céu que se cria quando tudo parece estar distante, e no aqui e agora restamos apenas nós…

 

P.S.: Não há pontos finais em histórias inacabadas…

 

My Sunshine And My Rain - David Fonseca

sinto-me:
música: David Fonseca - My Sunshine and My Rain

by anamar às 21:10

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Sábado, 26 de Abril de 2008

Silêncio...

(imagem tirada da net)

 

Por vezes não é preciso procurar as respostas, elas encarregar-se-ão de vir ao nosso encontro.

 

 

Dei por mim a ler um blog chamado "Confissões de uma mulher de 30". Uma a uma, começo a ver as últimas entradas. Então paro num texto intitulado "Se eu calar a voz...". Sem querer descubro nas palavras de uma desconhecida a resposta à minha fragilidade do momento.

 

 

Tenho falado contigo sem que me ouças, tenho-te escrito como se me lesses, tenho-te contado o que vai dentro do meu peito. No entanto, as palavras que escrevi, não chegarão aos teus olhos, pelo menos por enquanto. Dou por mim a pensar que, dizer-te tudo o que me passa pela cabeça, será demasiado imprudente. Não quero dizer coisas por dizer. Não quero dizer coisas em momentos errados. Não quero sobrecarregar-te com as minhas inseguranças. Mas elas estão cá e tenho de aprender a contorná-las. Só temo que, no tempo que demorar a vencê-las, tu te desiludas comigo.

 

 

Sei que, cedo ou tarde, as minhas respostas acabam sempre por surgir. Não tenho a certeza se esta encaixa na perfeição no momento, mas o que sinto cá dentro diz-me que está muito perto da realidade.

 

 

Eis que surge uma mulher, que escreveu também para alguém importante. Alguém com quem partilha intimidade,  sentimentos. Descreve momentos em que as palavras não predominam, em que o silêncio impera. Assim como tu, precisa de momentos de silêncio. Não que esteja triste, apenas não tem nada a dizer. Ou tem, mas não quer ou não precisa de o fazer. Precisa apenas de se deixar ser, permanecer. São momentos em que o pensamento voa longe, até onde a realidade é recriada à sua medida, sem deixar de o ser no entanto. Então diz-lhe que, quando assim for, não tema, não questione, que fique apenas com ela, de mãos entrelaçadas, porque há horas em que essas mãos são muito... outras ainda em que são tudo. Ou então que a abrace, para que a esperança de que ainda há histórias que acabam bem se renove. Acho esta mulher parecida contigo, não só nos silêncios, mas no que está para além deles.

 

 

Quero aprender a ficar perto, a partilhar o silêncio, esse mistério com o qual ainda não sei lidar. Talvez por estar demasiado habituada às palavras, porque as amo. Tu sabes o quanto gosto de falar… de escrever. Ensina-me a ver para lá dos teus silêncios, a amá-los como palavras sem escrita, palavras sem lábios…

sinto-me: Com esperança...
música: A tua...

by anamar às 00:41

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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

As palavras que nunca te direi...

(imagem tirada da net)
 

As palavras, mesmo escritas, estão a custar a sair. Pode ser que um destes dias eu consiga deitar cá para fora toda esta dor. O meu coração está desfeito. Desmanchei todas as minhas esperanças. Baixei os braços e deixei-te partir. Porque tu não és meu… és e sempre foste de outra pessoa.

Ontem deixei a minha almofada coberta de um mar de saudade. Lembro-me de quando nos falámos a primeira vez, de quando nos vimos, de quando nos olhámos cara a cara… Das infinitas conversas que tínhamos no msn. Ficávamos horas a falar de música, de sentimentos, de Deus, do amor. Éramos tão parecidos que até doía. E esse íman que nos fazia ficar acordados até às duas da manhã sem nenhum ter coragem de desligar. Era um custo desligar… deixar de te ler, deixar de te ouvir… Uma vez disseste-me que a noite tem menos brilho sem uma conversa comigo. Desde então, poucos eram os dias em que não falássemos.

Não demorou muito em depositar em ti uma confiança que poucas pessoas recebem de mim. Porque tu sentes tudo como eu, sentes tudo de todas as maneiras, simplesmente sentes! E pelo mesmo motivo sei que confias imensamente em mim, tu mo disseste e eu sinto isso. No que depender de mim, essa confiança não cessará nunca, bem como o bem-querer que te tenho.

Fiz contigo algo que não pensava ter coragem. Por gostar tanto de ti, deixei-te partir quando a hora chegou.

Houve momentos em que te sentiste apavorado, imensamente triste, e nesses momentos eu dei-te o meu colo, o meu ombro, a minha mão. E as tuas lágrimas, que pensavas já estarem secas, caíram todas no meu regaço, onde te abracei com força, onde te guardei em mim.

Lembro-me de um dia que me levantei às duas da manha para falar contigo… depois de uma mensagem de boa noite, em que pensavas que já estava a dormir. Soubeste apreciar o gesto. Como todos os outros que te dei.

Lembro-me de quando comecei a deixar de mandar no que sentia. Foi numa noite que me pediste ajuda. Lembro-me de combinarmos deixar as coisas fluir, mas nessa noite estavas muito triste… e eu estava aqui para te acolher. Disseste que ela não te sabia fazer feliz. Disseste que começavas a querer-me… e eu acreditei. Porque nunca me disseste que não… porque eu sempre te disse que sim.

Guardo no peito lugares marcantes. O lugar onde te roubei o primeiro beijo, e tu deixaste. Toquei-te ao de leve, como uma borboleta que poisa nesses lábios doces. Percorri o teu rosto infinitas vezes até ter a certeza que estavas ali comigo. Peguei-te na mão e se pudesse não mais te deixava. As minhas mãos eram tuas.

Recordo o lugar onde a nossa pele se tocou, muito além do mundo físico. Nesse dia eu já era tua. Mas tu não eras meu. E por isso, a razão não me deixou ser livre, porque tu não eras livre.

Lembro os momentos em que rimos até doer a barriga. A loucura era um dos alimentos desta nossa aventura, desta nossa paixão. Não tenho medo de lhe chamar paixão, pois sei que tu próprio um dia assim lhe chamaste, me chamaste.

Guardo comigo as coisas lindas que me chamavas, porque sei que eram sentidas. Não disseste uma única palavra que não fosse sentida. Eu fui a tua paixão… eu fui o teu guia… eu fui o teu anjo da guarda. Hoje sou uma amiga...

Onde quer que estejas, com quem quer que estejas, quero que saibas que te amo, e por isso quero que sejas o mais feliz que conseguires! É uma ordem!!!

sinto-me: Mega triste...
música: I Remember You_Diana Krall

by anamar às 19:04

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